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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Porque Sandy é um fenômeno raríssimo


Sandy foi a maior tempestade dos últimos 80 anos a atingir os Estados Unidos. Segundo meteorologistas brasileiros, é porque ganhou força ao tocar o solo, o que é raro.

Sandy era uma tempestade tropical quando começou a se formar na segunda-feira passada nas águas do Caribe. O furacão ainda era de categoria 2, em uma escala de 1 a 5, quando passou próximo a Cuba e às Bahamas. Ao tocar a terra, na Costa Leste dos Estados Unidos, foi rebaixado para categoria 1, e virou um ciclone pós-tropical.

Rebaixamento, neste caso, não significa menos potencial de destruição. Os ventos chegaram a 160 quilômetros por hora, fazendo o mar avançar sobre a costa. No Brasil, a tempestade vem sendo monitorada por especialistas que trabalham em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Para os meteorologistas da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o que aconteceu foi algo raro. Os especialistas dizem que o furacão, que deveria perder força ao tocar a terra, manteve a intensidade.

Isso aconteceu porque, ao sair do mar, Sandy se chocou com uma frente fria e uma quente. O contraste de temperaturas manteve a energia do fenômeno.

“A Sandy já teria se dissipado a essa altura. Só que, como ela mudou de personalidade, passou a ser um fenômeno de características de latitudes médias, essa energia está vindo do contraste de temperatura sobre o continente. Então ela está conseguindo manter a velocidade dos ventos relativamente intensa, apesar de estar longe do oceano”, afirma o meteorologista Ernani Nascimento. Agora, Sandy está indo para o Canadá, já em seu estágio final e com menos força.

Ou seja, Sandy começou como um furacão (ciclone tropical), tornou-se ciclone pós-tropical quando migrou para o norte e, por "alimentar-se" da variação de temperatura de superfície, tornou-se um ciclone extra-tropical. Algo muito raro.













Fonte: g1.com, uol.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ágatha: 100 mortes na América Central

Tempestade tropical Agatha já matou 100 pessoas na América Central


Chega a pelo menos 100 o número de mortos em decorrência dos deslizamentos e inundações provocados pela tempestade tropical Agatha que atinge vários países da América Central. Apesar de as chuvas terem diminuído neste domingo (30), o nível dos rios continuou a subir, assim como os deslizamentos de terras, causando mais mortes. A área atingida pela depressão tropical e por chuvas secundárias se estende do sul do México até a Nicarágua. Abaixo, a imagem de satélite referente ao dia 29.
 
 



Ontem, 112 mil pessoas foram retiradas de suas casas na Guatemala; muitas delas foram levadas para abrigos. O porta-voz do governo David de Leon afirmou que 82 pessoas morreram por causa de deslizamento, outras 83 ainda estavam desaparecidas.





A Figura abaixo mostra o percurso da depressão até o dia 30.


Apesar da destruição, o National Hurricane Center, que pertence ao NOAA (EUA), não
considera a tempestade um ciclone tropical.

Fonte: UOL Noticias, surftotal.com, National Hurricane Center.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tempestade provoca tragédia na Índia

Uma tempestade matou pelo menos 76 pessoas e destruiu cerca de 100.000 casas no estado de Bengala Ocidental, leste da Índia, informou nesta quarta-feira o governo local. A tempestade durou 45 minutos, com rajadas de até 120 km/h.  Algumas fontes já elevaram a tempestade tropical à categoria de ciclone.




Nitish Kumar, um dos principais ministros do governo de Patna, capital de Bihar, afirmou que 25 pessoas morreram neste estado.



Fonte: uol.com.br, cnn.com, nydailynews.com, tolerance.ca

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Smoke on the Water...


Na década de 70 foi sugerido que o uso de carbono negro (forma
impura de carbono gerado da combustão incompleta de combustíveis
fósseis), ou fuligem, poderia ser uma boa maneira de se modificar
o desenvolvimento (trajetória e/ou intensidade) dos ciclones tropicais.
A idéia seria queimar uma grande quantidade de petróleo pesado para
produzir um vasto número de partículas de carbono negro que,
por sua vez, seriam liberados nos vórtices que constituem a camada
limite dos ciclones tropicais.





Estes aerossóis de carbono negro produziriam uma grande fonte
de calor simplesmente por absorver a radiação solar e transferi-la
diretamente para a atmosfera. Isto provocaria o início de
tempestades, devido ao aquecimento e consequente surgimento
de correntes ascendentes, que competiriam com o núcleo convectivo
(o olho) do ciclone. Esta competição enfraqueceria a convecção nas
paredes do olho do ciclone. Contudo, a idéia jamais foi realizada na
prática.
Fonte: NOAA

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A SAL e os Ciclones Tropicais


A Camada de Ar Saariana (Saharan Air Layer - SAL) é uma massa
de ar muito seca, frequentemente em forma de poeira, que se
desenvolve sobre o Deserto do Saara no final da primavera, verão e
início do outono e normalmente move-se sobre o Atlântico
tropical.

A SAL tende a se extender verticalmente entre 1500 e 6000m na
atmosfera e está associada à grandes quantidades de poeira mineral,
à valores de umidade 50% inferiores a uma típica sondagem
tropical e à ventos fortes (entre 10 e 25 m/s).

Estudos indicam que a SAL tem impacto negativo na intensidade
de ciclones tropicais. O ar seco da SAL enfraquece o ciclone tropical
por inibir as correntes ascendentes na tempestade, enquanto seus
ventos fortes podem aumentar substancialmente o cisalhamento
vertical do vento em torno da tempestade.

A SAL pode cobrir uma área do tamanho do EUA e sua trajetória
pode alcançar o Mar do Caribe, América Central e o Golfo do México.
Abaixo, a Figura mostra a SAL e o furacão Erin em 2001.


Referencias:
Dunion, J.P., and C.S. Velden, 2004: The impact of the Saharan Air Layer on Atlantic tropical cyclone activity. Bull. Amer. Meteor. Soc., vol. 85 no. 3, 353-365.
Fonte: NOAA

Furacões Tipo Cabo Verde


Furacões tipo Cabo Verde são aquelas tempestades do Atlântico tropical
que se desenvolvem próximas às Ilhas Cabo Verde e então se tornam
furacões antes de alcançarem o Caribe. Normalmente ocorrem em
agosto e setembro, mas em anos raros (como em 1995) podem ocorrer
de julho à outubro. O número de ocorrências varia de zero à 5 por ano,
com uma média de aproximadamente 2. Abaixo, as trajetórias (storm tracks)
típicas deste tipo de furacão.

Fonte: NOAA

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tufão sobre as Filipinas

Dica do Mateus Teixeira



Imagem de ontem do Tufão (ou Tufões...) sobre as Filipinas: