quarta-feira, 3 de março de 2010

As chuvas dos últimos dias

Depois da Ilha da Madeira ser destruída por eventos extremos de precipitação,
com 42 mortos e dezenas de desaparecidos, outras partes do globo também
experimentam chuvas anômalas nos últimos dias.



Quase todo o setor oeste da Europa, principalmente a França, sofreu com a
tempestade Xynthia. Morreram 51 franceses (outros 10 desaparecidos). O
presidente francês declarou estado de "catástrofe natural".



No Peru, as fortes chuvas vem provocando transtornos desde o início
do ano. Em janeiro, em Cuzco, foram 11 mortos. Ontem, mais 6, além de 20 desaparecidos.



Na última semana, a Indonésia registrou 17 mortos e dezenas de desaparecidos
vítimas de deslizamentos.



Mas o caso mais grave é o de Uganda, onde deslizamentos provocaram
mais de 100 mortos, com mais de 300 desaparecidos. De acordo com o
ministro de estado ugandês, apesar da época atual ser a estação chuvosa,
os valores são muito acima do normal.



No Brasil, o Pantanal sofre com as maiores enchentes em 15 anos.



O reflexo ocorre em Campo Grande (MS), como o ocorrido 2 dias atrás.
Foi considerado o pior temporal dos últimos 5 anos.



Ontem foi a vez de Vilha Velha (ES):



No município de São Mateus, no norte do estado, só no primeiro dia do mês
choveu 152mm, quando o normal para o mês inteiro é de 115mm.

terça-feira, 2 de março de 2010

Campo Grande: 88 mm em 80 minutos

A tempestade do último fim de semana em Campo Grande causou um
prejuízo de pelo menos R$ 11 milhões.



Somente no sábado choveu 88 mm em 80 minutos.

Fonte: folha.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Criosfera hoje

O Grupo de Pesquisa Polar da Universidade de Illinois disponibiliza
interessantes imagens da criosfera (superfície da Terra coberta por
gelo ou neve) em tempo real.

Sao imagens derivadas de satélite, de 1980 até hoje. Haja vista que
a cobertura de gelo do Artico aumentou de 2007 pra cá, torna-se
interessante fazer um comparativo com 30 anos atrás:



Se por uma lado se considera que os dados de cobertura de neve sobre o
continente de 30 anos atrás não são tão precisos como os de hoje em dia,
sabe-se que este ano se experimenta um inverno histórico no Hemisfério
Norte.

Porém, apesar do aumento da cobertura no Artico com relação aos últimos
2 anos, observa-se que ainda está abaixo da cobertura de 30 anos atrás.
Tal resultado é melhor obervado por meio de gráfico:



Fonte: http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/

Xynthia - previsão

A previsão de que a tempestade Xynthia atingiria a Dinamarca deve se concretizar,
como mostra análise do ECMWF para hoje:

Xynthia na França

A França declarou como "desastre nacional" a forte tempestade que atingiu o país e outras nações europeias durante o fim de semana, deixando um rastro de morte e destruição.




O primeiro-ministro francês, François Fillon, disse que, com a decisão, o governo pode liberar fundos para a reconstrução de casas e outros prédios afetados.

"A prioridade agora é fazer com que todos os desabrigados fiquem em segurança, todas as pessoas que ainda estão sendo ameaçadas pelas águas, que seguem subindo", afirmou.



Muitos dos pelo menos 47 mortos franceses se afogaram enquanto dormiam, e sobreviventes tiveram que ser resgatados com helicópteros e botes.

Ventos fortes
Na manhã desta segunda-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou regiões da costa oeste do país.

O ministro do Interior, Brice Hortefeux, disse que quase 10 mil funcionários dos serviços de emergência estão trabalhando ainda nesta segunda-feira para tentar encontrar sobreviventes.

Em entrevista à rádio France-info, ele afirmou que o número de mortos vai aumentar "indubitavelmente" quando for realizada a busca casa a casa. Acredita-se que pelo menos 30 pessoas estejam desaparecidas.

Mais de 1 milhão de casas estão sem eletrecidade. Nos principais aeroportos de Paris, centenas de voos foram cancelados. O sistema ferroviário francês está operando com atrasos.



A tempestade atlântica, batizada de Xynthia, chegou com chuvas torrenciais e ventos de até 147 km/h, e ainda deixou mortos em Portugal, Espanha, Bélgica e Alemanha.

A Suíça e a Holanda também foram atingidas. Os serviços de meteorologia dizem que agora a tempestade está se dirigindo para a Dinamarca.



Fonte: Texto: noticias.terra.com.br, Imagens: dailymail.co.uk

Xynthia - Ciclone extratropical na Europa

Texto de Vince (meteopt.com) no dia 26/02:

A depressão extra-tropical «Gabriel» (nome nacional no fórum) ou «Xynthia» (nome FU Berlim) foi uma depressão que se formou a sul dos Açores e posteriormente entre a Madeira e Portugal sofreu um processo de forte cavamento significativo devido a um grande gradiente térmico entre massas de ar distintas, baixando a pressão ao largo de Portugal até aos 970hPa (ao largo do Minho), um valor invulgar para o nosso país. A depressão no seu trajecto para a Galiza, Golfo de Biscaia e França continuou a cavar até aos 965hPa ou menos.

Os ventos máximos registados numa estação oficial foram de 147km/h na estação da Pampilhosa da Serra do Instituto de Meteorologia. Outros valores interessantes oficiais foram Penhas Douradas 126.1 km/h, Lisboa com 97km/h, Pedras Rubras Porto com 113km/h, Beja com 104,5km/h. Nas estações amadoras do fórum destacou-se Porto com 124.4 km/h (Snifa), Aveiro 119km/h (jpmartins), Mira-Sintra (Gil) com 113km/h.

Dúvidas no buraco na camada de ozônio

A recuperação do buraco da camada de ozônio é considerada uma grande vitória para os ambientalistas. Mas um novo estudo científico afirma que existe pode existir um lado negativo: seu reparo pode contribuir para o aquecimento global.

Acontece que o buraco causava a formação de nuvens úmidas e claras que protegiam a região antártica do aquecimento causado pelos gases de efeito estufa nas últimas duas décadas, pesquisadores afirmaram na última edição da revista Geophysical Research Letters.

“A recuperação do buraco vai reverter esse fenômeno,” diz Ken Carslaw, professor de ciência atmosférica na Universidade de Leeds e coautor do estudo. “Em resumo, ela vai acelerar o aquecimento em determinadas partes do hemisfério sul.”

O buraco na camada de ozônio, descoberto na Antártida em meados da década de 80, causou preocupação porque a camada desempenha um papel crucial na proteger os seres vivos do planeta contra a radiação ultravioleta.

Sua causa foi, em grande parte, pelo uso humano de clorofluorcarbonetos, compostos químicos usados em refrigeradores e latas aerossol que dissipam ozônio. A adoção de um protocolo internacional em 1987 fez com que muitos países abandonassem gradualmente essas substâncias, o que ajudou a camada a se reconstituir em cima da Antártida.



Para essa pesquisa, os autores do novo estudo se debruçaram sobre dados meteorológicos documentados entre 1980 e 2000, incluindo as velocidades mundiais de ventos, registradas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

Os dados mostram que o buraco gerava ventos de alta velocidade que faziam com que sal marinho entrasse na atmosfera, formando nuvens mais úmidas. Essas nuvens refletem mais luz solar, o que ajudava a evitar o aquecimento na atmosfera antártica, dizem os cientistas. A dispersão de água do mar, causada por estes ventos, resultava num aumento nas gotículas de nuvens de cerca de 46% em algumas regiões do hemisfério sul, disse o Dr. Carslaw.

Mas Judith Perlwitz, professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) diz questionar os resultados do estudo, embora os dados empregados pareçam sólidos.

Mesmo com a recuperação da camada de ozônio, espera-se que as emissões de gases de efeito estufa aumentem, ela disse. Assim, a professora prevê que o aumento na temperatura deva causar os ventos a aumentar sua velocidade e ter o mesmo efeito formador de nuvens que o buraco hoje tem. “A questão é ver se o vento está mais lento, o que eu duvido,” disse.

“O futuro não é determinado apenas pela recuperação da camada de ozônio,” afirma. “Nós também estamos aumentando nosso uso de gases de efeito estufa, o que aumenta a velocidade do vento ao longo do ano.”

A professora também ressaltou que o buraco na camada de ozônio não deve se recuperar completamente antes de 2060, segundo o relatório mais recente da Organização Metereológica Mundial.

Fonte: The New York Times, pelo jornal Ultimo Segundo (ultimosegundo.ig.com.br)