segunda-feira, 1 de março de 2010

Xynthia - previsão

A previsão de que a tempestade Xynthia atingiria a Dinamarca deve se concretizar,
como mostra análise do ECMWF para hoje:

Xynthia na França

A França declarou como "desastre nacional" a forte tempestade que atingiu o país e outras nações europeias durante o fim de semana, deixando um rastro de morte e destruição.




O primeiro-ministro francês, François Fillon, disse que, com a decisão, o governo pode liberar fundos para a reconstrução de casas e outros prédios afetados.

"A prioridade agora é fazer com que todos os desabrigados fiquem em segurança, todas as pessoas que ainda estão sendo ameaçadas pelas águas, que seguem subindo", afirmou.



Muitos dos pelo menos 47 mortos franceses se afogaram enquanto dormiam, e sobreviventes tiveram que ser resgatados com helicópteros e botes.

Ventos fortes
Na manhã desta segunda-feira, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou regiões da costa oeste do país.

O ministro do Interior, Brice Hortefeux, disse que quase 10 mil funcionários dos serviços de emergência estão trabalhando ainda nesta segunda-feira para tentar encontrar sobreviventes.

Em entrevista à rádio France-info, ele afirmou que o número de mortos vai aumentar "indubitavelmente" quando for realizada a busca casa a casa. Acredita-se que pelo menos 30 pessoas estejam desaparecidas.

Mais de 1 milhão de casas estão sem eletrecidade. Nos principais aeroportos de Paris, centenas de voos foram cancelados. O sistema ferroviário francês está operando com atrasos.



A tempestade atlântica, batizada de Xynthia, chegou com chuvas torrenciais e ventos de até 147 km/h, e ainda deixou mortos em Portugal, Espanha, Bélgica e Alemanha.

A Suíça e a Holanda também foram atingidas. Os serviços de meteorologia dizem que agora a tempestade está se dirigindo para a Dinamarca.



Fonte: Texto: noticias.terra.com.br, Imagens: dailymail.co.uk

Xynthia - Ciclone extratropical na Europa

Texto de Vince (meteopt.com) no dia 26/02:

A depressão extra-tropical «Gabriel» (nome nacional no fórum) ou «Xynthia» (nome FU Berlim) foi uma depressão que se formou a sul dos Açores e posteriormente entre a Madeira e Portugal sofreu um processo de forte cavamento significativo devido a um grande gradiente térmico entre massas de ar distintas, baixando a pressão ao largo de Portugal até aos 970hPa (ao largo do Minho), um valor invulgar para o nosso país. A depressão no seu trajecto para a Galiza, Golfo de Biscaia e França continuou a cavar até aos 965hPa ou menos.

Os ventos máximos registados numa estação oficial foram de 147km/h na estação da Pampilhosa da Serra do Instituto de Meteorologia. Outros valores interessantes oficiais foram Penhas Douradas 126.1 km/h, Lisboa com 97km/h, Pedras Rubras Porto com 113km/h, Beja com 104,5km/h. Nas estações amadoras do fórum destacou-se Porto com 124.4 km/h (Snifa), Aveiro 119km/h (jpmartins), Mira-Sintra (Gil) com 113km/h.

Dúvidas no buraco na camada de ozônio

A recuperação do buraco da camada de ozônio é considerada uma grande vitória para os ambientalistas. Mas um novo estudo científico afirma que existe pode existir um lado negativo: seu reparo pode contribuir para o aquecimento global.

Acontece que o buraco causava a formação de nuvens úmidas e claras que protegiam a região antártica do aquecimento causado pelos gases de efeito estufa nas últimas duas décadas, pesquisadores afirmaram na última edição da revista Geophysical Research Letters.

“A recuperação do buraco vai reverter esse fenômeno,” diz Ken Carslaw, professor de ciência atmosférica na Universidade de Leeds e coautor do estudo. “Em resumo, ela vai acelerar o aquecimento em determinadas partes do hemisfério sul.”

O buraco na camada de ozônio, descoberto na Antártida em meados da década de 80, causou preocupação porque a camada desempenha um papel crucial na proteger os seres vivos do planeta contra a radiação ultravioleta.

Sua causa foi, em grande parte, pelo uso humano de clorofluorcarbonetos, compostos químicos usados em refrigeradores e latas aerossol que dissipam ozônio. A adoção de um protocolo internacional em 1987 fez com que muitos países abandonassem gradualmente essas substâncias, o que ajudou a camada a se reconstituir em cima da Antártida.



Para essa pesquisa, os autores do novo estudo se debruçaram sobre dados meteorológicos documentados entre 1980 e 2000, incluindo as velocidades mundiais de ventos, registradas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

Os dados mostram que o buraco gerava ventos de alta velocidade que faziam com que sal marinho entrasse na atmosfera, formando nuvens mais úmidas. Essas nuvens refletem mais luz solar, o que ajudava a evitar o aquecimento na atmosfera antártica, dizem os cientistas. A dispersão de água do mar, causada por estes ventos, resultava num aumento nas gotículas de nuvens de cerca de 46% em algumas regiões do hemisfério sul, disse o Dr. Carslaw.

Mas Judith Perlwitz, professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) diz questionar os resultados do estudo, embora os dados empregados pareçam sólidos.

Mesmo com a recuperação da camada de ozônio, espera-se que as emissões de gases de efeito estufa aumentem, ela disse. Assim, a professora prevê que o aumento na temperatura deva causar os ventos a aumentar sua velocidade e ter o mesmo efeito formador de nuvens que o buraco hoje tem. “A questão é ver se o vento está mais lento, o que eu duvido,” disse.

“O futuro não é determinado apenas pela recuperação da camada de ozônio,” afirma. “Nós também estamos aumentando nosso uso de gases de efeito estufa, o que aumenta a velocidade do vento ao longo do ano.”

A professora também ressaltou que o buraco na camada de ozônio não deve se recuperar completamente antes de 2060, segundo o relatório mais recente da Organização Metereológica Mundial.

Fonte: The New York Times, pelo jornal Ultimo Segundo (ultimosegundo.ig.com.br)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A temperatura e o aprendizado

Estudo da Universidade de Michigan indica que temperaturas acima
de 30°C diminuem em um terço a capacidade intelectual.

Fonte: globo.com (http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1501023-10406,00-CALOR+PREJUDICA+RENDIMENTO+DE+ESTUDANTES.html).

Parece óbvio, haja vista que não existe nenhum país tropical desenvolvido,
como mostra o mapa do Índice de Desenvolvimento Humano:


Em azul, verde, amarelo e vermelho, os países com IDH alto, médio,
baixo e muito baixo, respectivamente.
Fonte: wikipedia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

IOD ajuda a prevenir ENSO

Dica de Paulo Barbieri

HONG KONG (Reuters) - Pesquisar os padrões climáticos do Oceano Índico pode melhorar os sistemas de alerta para o El Niño, ajudando a salvar vidas e bilhões de dólares perdidos todos os anos devido ao mau tempo causado pelo fenômeno.

Em um estudo publicado no jornal Nature Geoscience, pesquisadores do Japão e da França disseram que seus novos modelos de previsão do tempo podem antecipar o El Niño 14 meses antes de ele entrar em ação, muitos meses antes dos atuais métodos.

"É importante porque ajuda a melhorar as previsões do El Niño. Isso pode salvar muito dinheiro na agricultura," afirmou por telefone o pesquisador-chefe, Takeshi Izumo, do Instituto de Pesquisa para o Clima Global em Yokohama, no Japão.

O fenômeno El Niño é um padrão climático que ocorre periodicamente sobre o Oceano Pacífico e é conhecido pela destruição que causa, como enchentes, secas e outras formas de clima extremo.

Países em desenvolvimento muito dependentes da agricultura e da pesca são os mais afetados, embora o El Niño de 1997-1998 tenha custado 25 bilhões de dólares aos Estados Unidos, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

Izumo e seus colegas descobriram que o dipolo do Oceano Índico (IOD, na sigla em inglês), o equivalente ao El Niño nas águas situadas ao sul da Ásia, tem um papel na causa do fenômeno do Pacífico.

"O IOD influencia grandemente a causa do El Niño (no ano seguinte). Nesse estudo, fizemos um modelo simples de previsão, incluímos o índice do IOD e temos uma previsão muito boa do El Niño para o ano seguinte," afirmou Izumo.




A previsão precisa e precoce do El Niño pode ajudar a abrandar a destruição causada pelo fenômeno.

"Devido às grandes consequências do El Niño no clima e ecossistemas globais, e suas fortes consequências socioeconômicas e ecológicas, a previsão do El Niño é importante para a prevenção de desastres e gerenciamento de conseqüências, e ajuda a reduzir as perdas relacionadas ao El Niño," concluiu Izumo.

(Por Tan Ee Lyn)

Fonte: UOL (http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/02/21/ult729u84449.jhtm)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Gaiola de Faraday: Aviões

O princípio da gaiola de Faraday já foi discutido aqui Papo de Meteoro - Blog sobre Meteorologia: A Gaiola de Faraday

Os exemplos a seguir são relacionados à aviões, como no vídeo abaixo:



E abaixo, a visão dos pilotos de um avião sendo atingido por um raio. Este vídeo,
de 1991, tem um adicional para quem gosta de aviões: mostra desde o início os
procedimentos de decolagem de um Boeing da falecida VASP.