quinta-feira, 11 de março de 2010

Magma pode estar derretendo gelo da Groelândia

O aquecimento global pode não ser o único fator a provocar o derretimento do gelo
da Groelândia. Cientistas descobriram que pelo menos uma fonte de magma sobre a
ilha do Ártico poderia contribuir no processo.



Nos últimos anos, o gelo da Groelândia vem se derretendo e escoando cada vez mais
rapidamente para o mar; uma quantidade recorde de gelo derretido ocorreu no
último verão, de acordo com dados recentemente liberados, e o aumento da temperatura
global é o suspeito de ser o principal motivo.

Mas sinais de uma nova contribuição natural para o derretimento surgiu quando
cientistas descobriram um local onde a crosta terrestre é mais fina, na parte
nordeste da plataforma de gelo da Groelândia, em que o calor do interior da Terra
poderia penetrar. A pesquisa foi apresentada no último encontro da American
Geophysical Union (AGU).

"O comportamento da grante plataforma de gelo é um importante barômetro das
mudanças climáticas globais. Contudo, para separar e quantificar efetivamente os
impactos humanos na mudança climática, devemos também entender os impactos
naturais", disse o autor da pesquisa Ralph von Frese da Ohio State University.



A região da Groelândia onde a fonte de magma foi encontrada não tinha correntes
de gelo (derretido) conhecidas. O que exatamente provocou esta nova corrente
ainda é incerto. "Correntes de gelo tem que ter alguma razão para existir, e é
surpreendente observar repentinamente uma no meio da plataforma de gelo", disse von
Frese. Essa nova fonte de magma (hotspot) - um ponto onde a crosta terrestre é
mais fina, permitindo ao magma do manto terrestre chegar mais perto da superfície -
situa-se logo abaixo da plataforma de gelo e poderia causar o derretimento, sugere
a equipe de von Frese.



Dica: Luis França (meteopt.com/forum)

A Era do Gelo e o CO2

Estudo conclui que era do gelo tinha baixa concentração de CO2
da New Scientist

Como uma grande era do gelo aconteceu quando os níveis de dióxido de carbono eram altas?

Esta é uma questão que os céticos do aquecimento global frequentemente fazem. Mas algumas vezes a resposta correta é a mais simples: acontece que os níveis de CO2 não eram assim tão altos, afinal de contas.

A era do gelo do período geológico Ordoviciano, da era Paleozóica (cerca de entre 488 a 443 milhões de anos atrás) aconteceu há 444 milhões de anos, e registros sugeriam que os níveis de CO2 eram relativamente altos nessa época.

Mas quando Seth Young, da Universidade de Indiana, em Bloomington, realizou uma detalhada análise dos níveis de carbono-13 nas pedras formadas naquele tempo, o quadro que apareceu ficou muito diferente.




O cientista descobriu que as concentrações de dióxido de carbono (CO2) eram na verdade relativamente baixas quando a era do gelo começou.

Lee Kump, da Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, disse que estudos anteriores perderam a precisão porque calcularam níveis a invervalos de 10 em 10 milhões de anos, e a era do gelo durou apenas meio milhão de anos.

O pesquisador diz que uma forte atividade vulcânica depositou novas pedras de silicato na época, que tragaram CO2 do ar enquanto erodiam.

Conforme o gelo se espalhava, no entanto, o gelo gradualmente cobria as pedras, fazendo com que a erosão ficasse mais lenta e assim permitisse que o CO2 se recuperasse na atmosfera mais uma vez. Isto teria acabado por esquentar a atmosfera o suficiente para fazer terminar a era do gelo, diz Kump.

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tuvalu

Tuvalu é a menor nação do mundo, com exceção do Vaticano, e está
afundando. Os 11 mil habitantes desta pequena ilha do Pacífico
ao sul do Equador há anos observam o aumento do nivel do mar.




Os tuvalenses encaram a possibilidade de serem a primeira nação
refugiada no mundo devido à causas naturais. "Toda nossa cultura
terá de ser transplantada", disse o secretário de assuntos internacionais
Paani Laupepa. A maré alta está cada vez mais alta.



Neste fevereiro, a principal via de esfalto, de cerca de 10 km de extensão,
teve vários pontos cobertos por água.




Fonte: worlviewofglobalwarming.org

terça-feira, 9 de março de 2010

Atlântico sul mais quente

A morte de milhares de peixes e moréias na costa do Rio Grande do Norte pode
estar associada às temperaturas mais quentes que o normal do Atlântico Sul.

O superintendente regional adjunto do Ibama, Luiz Eduardo Bonilha, disse que ainda não se podia apontar se foram causas artificiais ou naturais que provocaram a mortandade dos animais marinhos, embora ele falasse em algumas hipóteses, como o aumento da temperatura da água do mar ou até envenenamento por algas marinhas tóxicas



“Em mais de 40 anos pescando nessa praia nunca vi nada do tipo, nem com moreias, nem com outros peixes. Não faço a menor ideia do que pode ter causado tantas mortes”, afirmou o pescador Sebastião da Silva, 65 anos.

O chefe do Setor de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, explicou que, realmente, a temperatura da água do mar, desde a costa do Pará e até o sul do Brasil, “está acima do normal em até 1.5 e dois graus”.

“As temperaturas do mar estão mais altas, não resta a menor dúvida”, reforçou Bristot, a respeito de uma tendência que vem se apresentando nos últimos três anos, período em que as águas do Atlântico Sul “tem apresentado valores acima do normal”.

Segundo Bristot, nos anos de 2008, 2009 e agora em 2010, a média da temperatura oceânica na costa brasileira é de 27 graus: “Já é um valor considerável”.

Fonte: anda.jor.br

Enchente em Rio Branco-AC

Agora é a vez de Rio Branco, capital do Acre. O rio Acre está 5 metros
acima do normal. 300 famílias estão desalojadas.


Foto: Angela Peres/Secom

Enchente não muda hábito carioca

No último dia 6 os cariocas tiveram um dia típico de São Paulo.
Mas mesmo assim pode-se aproveitar um barzinho à noite. Ou mesmo
um "surf urbano".

Baixo Gávea Debaixo D'água from Mellin Videos on Vimeo.



É só uma questão de adaptação...

Fonte: Bombou na Web - globo.com

segunda-feira, 8 de março de 2010

Centro de baixa pressão na costa do Brasil

Meteorologistas brasileiros à postos, na vigilha ao centro
de baixa pressão situado na costa brasileira.

Na figura abaixo, feita por Leonardo Calvetti, a análise do
GFS (linhas de corrente em 500 hPa) sobreposta a imagem
do canal de vapor d'água do GOES 12.



Observa-se o vórtice sobre o litoral paranaense.